dedin du pé...

dedin du pé...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Entendendo a Dislexia



A complexidade do entendimento do que é Dislexia, está vinculada ao entendimento do ser humano: de quem somos; do que é Memória e Pensamento- Pensamento e Linguagem; de como aprendemos e do por quê podemos encontrar facilidades até geniais, mescladas de dificuldades até básicas em nosso processo individual de aprendizado. O maior problema para assimilarmos esta realidade está no conceito arcaico de que: "quem é bom, é bom em tudo"; isto é, a pessoa, porque inteligente, tem que saber tudo e ser habilidosa em tudo o que faz.
A evolução progressiva de entendimento do que é Dislexia surgiu com respostas importantes e conclusivas, como:

- Dislexia tem base neurológica, e que existe uma incidência expressiva de fator genético em suas causas, transmitido por um gene de uma pequena ramificação do cromossomo # 6 que, por ser dominante, torna Dislexia altamente hereditária, o que justifica que se repita nas mesmas famílias;

- o disléxico tem mais desenvolvida área específica de seu hemisfério cerebral lateral-direito do que leitores normais. Condição que, segundo estudiosos, justificaria seus "dons" como expressão significativa desse potencial, que está relacionado à sensibilidade, artes, atletismo, mecânica, visualização em 3 dimenões, criatividade na solução de problemas e habilidades intuitivas;

- embora existindo disléxicos ganhadores de medalha olímpica em esportes, a maioria deles apresenta imaturidade psicomotora ou conflito em sua dominância e colaboração hemisférica cerebral direita-esquerda;

- há justificativas de ser a falta de consciência fonológica do disléxico, a determinante mais forte da probabilidade de sua falência no aprendizado da leitura;

- o Dr. Breitmeyer descobriu que há dois mecanismos inter-relacionados no ato de ler: o mecanismo de fixação visual e o mecanismo de transição ocular que, mais tarde, foram estudados pelo Dr. William Lovegrove e seus colaboradores, e demonstraram que crianças disléxicas e não-disléxicas não apresentaram diferença na fixação visual ao ler; mas que os disléxicos, porém, encontraram dificuldades significativas em seu mecanismo de transição no correr dos olhos, em seu ato de mudança de foco de uma sílaba à seguinte, fazendo com que a palavra passasse a ser percebida, visualmente, como se estivesse borrada, com traçado carregado e sobreposto. Sensação que dificultava a discriminação visual das letras que formavam a palavra escrita. Como bem figura uma educadora e especialista alemã, "... É como se as palavras dançassem e pulassem diante dos olhos do disléxico".

A dificuldade de conhecimento e de definição do que é Dislexia, faz com que se tenha criado um mundo tão diversificado de informações, que confunde e desinforma. Além do que a mídia, no Brasil, as poucas vezes em que aborda esse grave problema, somente o faz de maneira parcial, quando não de forma inadequada e, mesmo, fora do contexto global das descobertas atuais da Ciência.

Dislexia é causa ainda ignorada de evasão escolar em nosso país, e uma das causas do chamado "analfabetismo funcional" que, por permanecer envolta no desconhecimento, na desinformação ou na informação imprecisa, não é considerada como desencadeante de insucessos no aprendizado.

Hoje, os mais abrangentes e sérios estudos a respeito desse assunto, registram 20% da população americana como disléxica, com a observação adicional: "existem muitos disléxicos não diagnosticados em nosso país". Para sublinhar, de cada 10 alunos em sala de aula, dois são disléxicos, com algum grau significativo de dificuldades. Graus leves, embora importantes, não costumam sequer ser considerados.

Também para realçar a grande importância da posição do disléxico em sala de aula cabe, além de considerar o seríssimo problema da violência infanto-juvenil, citar o lamentável fenômeno do suicídio de crianças que, nos USA, traz o gravíssimo registro de que 40 (quarenta) crianças se suicidam todos os dias, naquele país. E que dificuldades na escola e decepção que eles não gostariam de dar a seus pais estão citadas entre as causas determinantes dessa tragédia.

Ainda é de extrema relevância considerar estudos americanos, que provam ser de 70% a 80% o número de jovens delinqüentes nos USA, que apresentam algum tipo de dificuldades de aprendizado. E que também é comum que crimes violentos sejam praticados por pessoas que têm dificuldades para ler. E quando, na prisão, eles aprendem a ler, seu nível de agressividade diminui consideravelmente.

É na decodificação do sentido da derivação grega de Dislexia, que está a significação intrínsica do termo: dys, significando imperfeito como disfunção, isto é, uma função anormal ou prejudicada; e lexia que, do grego, dá significação mais ampla ao termo palavra, isto é, como Linguagem em seu sentido abrangente.

Os caminhos de descobertas científicas trazem respostas sobre essas específicas dificuldades de aprendizado têm sido longos e extremamente laboriosos, necessitando, sempre, de consenso, é imprescindível um olhar humano, lógico e lúcido para o entendimento maior do que é Dislexia.

Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como causa primária. Dificuldades no aprendizado da leitura, em diferentes graus, é característica evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos.

Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O Choro do bebê


Veja dicas para reconhecer os tipos de choro e lidar com as cólicas do bebê.
Como não sabe falar, o bebê chora. Mas o que ele está querendo dizer?

Com uma vida nova nos braços, os pais enfrentam um desafio: descobrir o significado de cada choro. Pode ser manha, fome, calor, frio, desconforto, fralda suja... e é preciso estar tranqüilo para ir descartando as possibilidades. Com o tempo, os pais podem se tornar capazes de perceber com rapidez o motivo da reclamação.

A estudante Fernanda Cruz tem apenas 16 anos. Sua filha nasceu há três meses, e ela já consegue perceber algumas diferenças. “O choro de manha é sem lágrimas. Quando é cólica, ela grita, esperneia até o rosto ficar vermelho”, compara.

O pediatra Cecim El Achkar dá informações preciosas para reconhecer tipo de choro do bebê. “Quando você quiser saber se o bebê está chorando de dor ou por que está pedindo alguma coisa, olhe para a mão dele. Se o bebê chora com os olhos e as mãos abertas, normalmente não é cólica. Se ele chora com os olhos e as mãos fechadas, é porque ele tem dor”, explica.

A cólica é comum em bebês, principalmente nos primeiros meses de vida. “O bebê tem um tubo digestivo que não está maduro, e por isso pode chorar para digerir e eliminar os alimentos”, explica o pediatra Remaclo Fischer.

A criança também pode engolir ar enquanto mama, e isso aumenta a dor porque provoca gases. “É importante que a mãe se prepare para uma mamada tranqüila e bem posicionada, para a criança não engolir muito ar”, completa Fischer.

Até seis meses de idade, o organismo da criança está preparado para receber apenas o leite materno. Outros tipos de alimentos podem piorar a cólica, porque tornam a digestão mais difícil.

Foi o que aconteceu com Manoela, que tomou leite industrializado desde recém-nascida. A mãe, a bancária Andrezza Pereira, fez uma cirurgia e não pôde amamentar a filha. “A Manoela chorava dia e noite, sem parar. Eu e meu marido não sabíamos mais o que fazer para acalmá-la”, lembra.

Em caso de cólica, os especialistas dão algumas dicas fundamentais. Para começar, não massageie a barriga da criança, porque isso pode fazê-la vomitar. O ideal é colocar o bebê de bruços no berço ou segurá-la com a barriga para baixo; com isso, o bebê elimina com mais facilidade os gases, que é o que mais produz a cólica.

Atenção: nada de receitas caseiras ou remédios sem orientação médica. Até o chazinho não é indicado. “Não se deve dar chá para criança. Ele não tem um feito benéfico, e eventualmente pode piorar as cólicas”, alerta o pediatra Remaclo Fischer.

A mãe de Manoela, Andrezza, buscou ajuda de todas as formas, mas era a bolsa de água quente na barriguinha da filha que rendeu o melhor resultado. “Por ser quentinho, ficava mais aconchegante para ela”, acredita.

E a alimentação das mães nesse período, pode fazer diferença? Fischer responde: “É recomendável que não se utilize em excesso de condimentos muito fortes nesse momento”.

A boa notícia é que, na maioria das vezes, a cólica desaparece depois dos três meses de vida. No caso de Manoela, esticou um pouquinho, mas sumiu depois que ela fez quatro meses.

Andrezza, que está grávida de novo, descobriu que a tranqüilidade dos pais é fundamental para acalmar a criança nesta fase: “Agora estou grávida de gêmeos, esperando mais duas meninas. Acredito que se elas tiverem cólicas também, vou estar mais preparada”.

Agressividade infantil


Qualquer criança, independentemente da educação que tenha, começa a possuir a partir determinada altura fantasias agressivas, que são inatas e instintivas. Estas são visíveis através do brincar, em que utilizam expressões como "agora tá morto, já te matei", ou brincam às guerras ou aos acidentes.

Normalmente, os primeiros comportamentos agressivos surgem aos 2/3 anos de idade e manifestam-se através do morder, gritar, empurrar, arranhar ou bater, e com o tempo, o natural é que estes comportamentos comecem a desaparecer.
Porém, em algumas crianças isso não acontece e estas continuam a revelar-se violentas, quebram objetos e agridem os colegas ou mesmo membros da família. Em casos extremos a atitude da criança acaba por comandar toda a família, em que os pais poderão criar sentimentos de impotência face à situação, ficando sem saber como reagir.

Por vezes os comportamentos agressivos manifestam-se de uma forma seletiva, ou seja, só em determinados locais ou com algumas pessoas, mas em outros casos torna-se mais grave porque a criança demonstra não possuir uma mínima tolerância à frustração, reagindo de uma forma violenta à minima contrariedade. Num grau mais elevado, esta intolerância pode surgir com situações ínfimas do cotidiano, como por exemplo, o desparecimento de um brinquedo ou pelo simples fato da cadeira em que se costuma sentar à mesa não ser a mesma.

Quando a criança manifesta uma agressividade excessiva, torna-se importante perceber o contexto em que esta ocorre e verificar se existe no seu convívio familiar e escolar alguma situação que esteja a desencadear e manter este comportamento. Desta forma, o psicólogo poderá ajudar a criança a adquirir atitudes alternativas de canalização da agressividade, ao mesmo tempo que orienta os pais a interferirem na situação e a adotarem uma postura que vá ao encontro da minimização do comportamento agressivo da criança.

Enurese e Encoprese


Cada criança tem um desenvolvimento único e particular, ainda que as etapas do seu crescimento ocorram normalmente dentro de padrões mais ou menos estabelecidos.

Em relação ao controle voluntário dos esfíncteres, este ocorre, na maioria das crianças, entre os 2 e os 4 anos de idade, primeiro durante o dia e depois também durante a noite. O desenvolvimento deste controle depende de vários fatores, nomeadamente ao nível da neurofisiologia, da própria cultura ou de relação afetiva e emocional.

Quando a criança demonstra dificuldades nesta etapa do seu desenvolvimento, podem-se originar perturbações esfíncterianas, conhecidas como a Enurese e a Encoprese.
A Enurese define-se pela emissão ativa completa e não controlada de urina, após a idade de maturidade fisiológica.
A Encoprese é mais rara e grave do que a enurese e consiste na defecação nas roupas em crianças que já ultrapassaram os 2/3 anos de idade. Na maioria das vezes ocorre durante o dia e precede-se a uma fase em que a criança já teria a capacidade de conter as fezes. Quanto à frequência, esta pode ser diária ou pluridiária, ainda que o mais comum seja intermitente, estando relacionada com determinados episódios de vida da criança.


Tanto a enurese como a encoprese podem e devem ser tratadas, pelo que um psicólogo poderá ajudar a criança e os pais a lidarem com este problema. A criança adquire a aprendizagem, através dos pais e educadores, de que a determinada altura se deve fazer xixi e cocô no vaso sanitário, e esta constitui uma das primeiras censuras que enfrenta. Poderá ser exercida sobre a criança uma pressão na aquisição da higiene, que será sentida como mais ou menos severa. Por outro lado, a urina e as matérias fecais veiculam uma enorme carga afetiva para a criança, que poderá conter aspectos negativos e positivos ao nível relacional e afetivo. Se os aspectos positivos predominarem, a aquisição do controle esfíncteriano será feita de uma forma natural e prazerosa para a criança.

domingo, 16 de agosto de 2009

Ausência paterna... como suprir?

Nem tudo na vida é perfeito. Infelizmente. Principalmente quando o pai, seja por motivo de separação da mãe ou por outros acontecimentos, não convive integralmente com o filho.
A representação da figura paterna é fundamental na formação, no desenvolvimento e construção moral, social, emocional e psicológica da criança. Mas os filhos de pais separados ou de mães "solteiras" não são mais problemáticos do que os filhos de pais casados. Algumas vezes, observamos na sociedade uma tendência em rotulá-los, que deve ser evitada.
Os filhos necessitam em qualquer condição de apoio, de carinho, proteção, companhia, cuidados e limites. É fundamental o papel da família no desenvolvimento da auto-estima dos filhos, pois é nela que desenvolvemos os laços afetivos, influenciando questões relacionadas ao ajustamento e às mais variadas situações.
A figura paterna faz parte da estrutura emocional para nos tornarmos pessoas sadias e maduras. A criança que é criada sem referencial masculino pode tornar-se aversiva às ordens dadas por representantes femininos. Porém isso não quer dizer que crianças criadas somente pela mãe vão ter algum transtorno emocional.
Saiba que crescer numa família sem o pai, cada vez mais comuns nas sociedades modernas, pode ser bem saudável! Como? O pai é o representante dos limites, é o que vem quebrar a simbiose mãe-bebê. No entanto, "a figura do pai" pode ser representada por outras pessoas, mesmo do sexo feminino. Algumas mães conseguem definir limites com muito sucesso.
O papel materno é um fator essencial nas situações de ausência do pai no desenvolvimento da criança, pois a influência do comportamento materno pode levar a surgir uma maior ou menor predisposição para os conflitos associados à falta do pai.
Alguns cuidados - Para que a "supermãe" obtenha êxito na função também de pai, cabe a ela toda a responsabilidade pela formação infantil - sem estar se queixando do parceiro, evitando brigas na frente da criança, e não usar a criança para se vingar ou ficar falando mal do pai para a criança.
Mesmo assim, proporcione à criança a presença de uma figura masculina: um avô, um tio ou mesmo um amigo confiável, mesmo que o contato seja esporádico. O importante é que haja muito envolvimento afetivo, atenção, carinho e amor. As ligações de emoção entre pai e filho são formadas nas relações de afeto e cuidado no dia-a-dia, e não com a parte biológica.
Sempre que possível, o pai ou figura paterna deve estar presente na vida dos filhos, acompanhando e participando de atividades cotidianas, fortalecendo assim uma ligação que, quer queiramos ou não, é para sempre.
Respeito pela figura paterna ou pela figura masculina é fundamental para a integridade da criança. Quando a mãe denigre o pai ou o sexo masculino por qualquer motivo, a criança cresce com uma identidade mutilada.
Essa presença é muito importante para o bom desenvolvimento da criança. Tanto é que na ausência do pai biológico, cabe a mãe administrar a ausência do pai, de forma a não prejudicar sua imagem, tão importante para a formação do caráter da criança.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Birras? Como lidar com esse problema...


Nem sempre é fácil lidar com os escândalos protagonizados pelas crianças, mas os pais que sabem dizer não e sustentam essa posição têm mais chances de ajudar os filhos a lidar com as frustrações e ter uma vida mais feliz.


Tudo começa com um chorinho quando o bebê não consegue satisfazer seus desejos – subir na mesa, pegar o controle remoto, não devolver o brinquedo do irmãzinho. Mas o primeiro mandamento para lidar com a birra infantil é não se desesperar. Gritar e perder o controle só reforça esse tipo de comportamento da criança, que entende a sua reação como parecida com a dela. Quando o pequeno percebe que conseguiu tirá-la do controle e chamou a sua atenção, desconfia que você acabará cedendo, especialmente se estiverem em público. E, aí, salve-se quem puder.

A teima faz parte do comportamento infantil, como uma tentativa de a criança demonstrar certa independência e expressar suas vontades. E aparece por volta de 1 ano e meio de idade.Quando a criança tenta conseguir o que quer através de showzinhos, a dica é dar um pouco de atenção, sem estender a bronca por horas. Você pode dizer que esse “não” é o jeito de conseguir o que ela quer e por causa disso não vai ter mesmo. E não fique assistindo ao espetáculo, a menos que a criança esteja se debatendo e corra o risco de se machucar.Nesses casos, aconselho a abraçá-la e ir conversando até ela se acalmar.


Quando os pais aprendem a lidar com o filho, as birras diminuem. Depois de uma ou duas vezes, ele aprende que a teimosia não adianta e para de insistir. Se isso não acontece, é porque a criança descobriu que fazer cena funciona e ela sempre ganha a parada. Os pais precisam ser firmes, mesmo que o filho chore e fique com raiva deles. Se cedem a cada vez que ele fica desapontado, acabam criando uma pessoa que não suporta a frustração, tem dificuldades de relacionamento e fica malvista pelos amigos, que muitas vezes se afastam.



quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A importância do surgimento da Psicopedagogia

Toda aprendizagem começa em casa, como uma base, uma matriz que modela, prepara a criança e a ajuda a organizar o mundo, inicia sua socialização e a inserção na cultura na qual ela nasceu. Para tanto, o sucesso de uma boa base requer uma família disponível e consciente de sua responsabilidade para preparar a criança a assumir seu lugar na sociedade. Entretanto, esse papel também cabe à escola, aos meios de comunicação, à igreja e ao meio social que também influenciam na educação das novas gerações. No século XII, a infância ainda não existia do modo como vemos; as crianças eram vistas como adultos em miniatura e as questões infantis não tinham a devida importância. A partir do século XV, começa a desenvolver-se o "sentimento de infância", influenciando na concepção mundial sobre a forma de se tratar o assunto, e, por conseguinte, a organização da educação formal tida até então. Já no século XX, há a expansão dos sistemas educativos e, a educação passa a ser obrigatória em praticamente todo o mundo. A infância ganha representação, e começa a ser vista com a devida importância. Faz-se necessário se referir ao fato de que, a partir do século XVIII, as escolas passam a receber não só a elite, mas os filhos de famílias busgueses, nucleadas, similares às atuais. Nessa época, as escolas não estavam preparadas a atender pessoas com necessidades especiais, que na maioria das vezes, não recebiam atenção adequada por parte da família ou da sociedade, passando a serem confinadas aàs suas casas ou instituições religiosas ou abrigos. No Século XIX, com o nascimento da Psicopedagogia, passa-se a buscar soluções para os problemas de aprendizagem e, educadores como Pestalozzi, Itard, Pereire, Seguin, embasados pelo pensamento psicanalítico de Jacques Lacan, começam a se dedicaràs crianças que apresentavam dificuldades em aprender. A partir dos avanços de estudos sobre o assunto, percebe-se que as dificuldades escolares para o sistema educativo regular deve ser visto numa ótica a considerar uma multiplicidade de causasc podendo estar no aluno, na família, no meio social ou cultural, na escola, nas características da própria criança, no processo ensino-aprendizagem, no sistema. Através dessa nova visão, evidencia-se as diferenças entre os indivíduos, do ponto de vista físico, social, sociológico e biológico. O manejo Psicopedagógico permite a realização do potencial de aprendizagem do sujeito impedido por fatores que desautorizam a apropriação do conhecimento e intervém para a melhoria das condições de aprendizagem, a recuperação da auto-estima e socializaão da criança, uma vez que o fracasso escolar atinge não só o indivíduo, mas a família e o meio social, podendo gerar o aparecimento de problemas emocionais, comportamentais, familiares e sociais, comprometendo ainda mais o aprendizado escolar.